Vem,
Te direi em segredo
Aonde leva esta dança.

Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.

Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.

Jalal al-Din Husain Rumi - Poema Sufi

Faltam-te pés para viajar?

Viaja dentro de ti mesmo,

E reflete, como a mina de rubis,

Os raios de sol para fora de ti.

A viagem conduzirá a teu ser,

transmutará teu pó em ouro puro.

Morgenstern?! Ao final do Blog!


quarta-feira, 4 de abril de 2012

MA ANANDA MOYI – 31 de março de 2012



Eu sou MA ANANDA MOYI.

Irmãs e Irmãos na humanidade, compartilhemos, primeiro, a Doação da graça.



... Partilhar da Doação da graça...



As palavras que eu lhes darei serão portadas pelo Manto Azul da Graça e pela Doação da Graça, que trabalham no que vocês São, se ainda não foi feito, a aproximação indizível do Êxtase.



O que eu tenho a dizer vem completar o que eu já disse, assim como o que foi dito por GEMMA (ndr: GEMMA GALGANI), minha Irmã UNIDADE.

Eu venho, portanto, a vocês, como Estrela AL, da Vibração da alma, da Vibração do Fogo redimido, aquela que porta o Manto Azul da Graça e vem depositá-lo sobre seus ombros, a fim de que nasça, em seus pés, a Doação da graça.



Eu aporto, em vocês, bem além de minhas palavras, no próprio sentido de minha Presença aqui, e de sua Presença aqui, elementos que são, se o desejarem, para observar.



Em alguns dias nós começaremos, juntos, vocês e nós, uma Celebração.

Essa Celebração é o que substituirá seus Alinhamentos de 19 horas – hora francesa (ndr: essa nova prática, efetiva, a contar de 2 de abril de 2012, é descrita na rubrica «Protocolos a Praticar / Protocolos Prioritários», de nosso site, sob o título «Comunhão coletiva ao Manto Azul da Graça e à Onda de Vida»).



O que devia ser Semeado e Ancorado sobre a Terra o foi, além mesmo de todo esperado.

A missão (porque foi uma), não pessoal, foi trabalhar nisso.

Resta-lhes viver, se já não foi feito, o que vocês São, em Verdade, além mesmo dessa pessoa, além mesmo dessa Presença.



Alguns, entre vocês, viveram o que havia a viver por antecipação.

Outros, entre vocês, vivem disso as primícias.

E outros, enfim, parecem nada viver, de momento.



E eu me dirijo a vocês todos (quer vocês a vivam ou não ainda): a Doação da graça não é reservada nem a um escolhido nem a um chamado, mas é, efetivamente, inscrita na própria natureza de toda a Vida e de toda consciência.



Como o disseram e repetiram inúmeros Anciões, o que há a acolher, o que há a viver é o Abandono do próprio Si, o Abandono de toda veleidade do que quer que seja mais.



Como eles disseram: fiquem tranquilos, nada façam, estejam na Paz.

Façam o que têm a fazer, nesse mundo ou em vocês, mas a Doação da graça nasceu.

Ela se eleva desde o núcleo central da Terra, vem ressoar em vocês, sob seus pés, e vem, então, lançar-se para o alto, num tempo que lhes é próprio.

Nada há a fazer.

Há, simplesmente, pouco a pouco ou violentamente, a reconhecer-se como a seiva que sobe na árvore, na primavera, sem colocar-se questão, sob a ação, ao mesmo tempo, do Sol e do aquecimento da Terra.



Do mesmo modo, seu Ser abrasado nessa Alegria mística é sua natureza.

Nada há mais que o Amor.

Nada mais há que esse Absoluto.

O que quer que diga e o que quer que possa recusar sua pessoa, essa imensidade é nossa Natureza, de todos, para além de toda Alegria, para além de todo Si, de toda Presença, de toda justificação ou de toda interrogação.



O Manto Azul da Graça, de algum modo, já trabalhou ao nível das Portas ATRAÇÃO, VISÃO, para dirigir um fluxo de consciência ao nível da Porta Estreita, a Porta OD.

A ação conjunta da Luz Azul, nas Portas ATRAÇÃO, VISÃO conduziu-os, alguns, a abrir essa Porta; outros, a sentir esse Apelo e essa Majestade; para outros, o momento ainda não chegou.



Qualquer que seja sua condição e independentemente do que vocês vivam, num caso como em qualquer outro caso, fiquem tranquilos.

É claro, o que faz a pessoa – que vocês ainda são – vai, frequentemente, tentar encontrar explicações, justificações nas manifestações que vocês têm nas pernas ou em seu corpo, explicando-as por energias (disso ou daquilo), explicando-as por perturbações (disso ou daquilo).



Vão além da aparência, e deixem Ser.

A Doação da graça, a Onda de Vida é sua natureza principial, como a nossa.



Num primeiro tempo, é claro, a pessoa tem tendência a querer observar o que acontece ou o que não acontece.

É lógico.

Lembrem-se: vocês são uma pessoa, aparentemente, que se observa a si mesma.



Após essa etapa resta viver, inteiramente, o Manto Azul da Graça, a Doação da graça e deixar elevar-se, em vocês, a seiva que vem fazê-los Nascer para o Verdadeiro, Ressuscitar, inteiramente, em um tempo e um espaço – que não são nem um tempo nem um espaço – em que não existe qualquer questão, porque, nele, há apenas solução, há apenas evidência de vocês mesmos.



Vocês se reconhecerão, então, uns aos outros, onde quer que estejam sobre esta Terra, o que permite, então, o que é chamado esse Casamento místico, que lhes dá a viver uma Comunhão total, bem além da pessoa, bem além de qualquer apego, bem além de qualquer relação.



A Doação da graça é Liberdade, essa Liberdade que lhes dá a Autonomia total, como o disse IRMÃO K.

Que os extrai, de algum modo, de tudo o que é relativo, de tudo o que é efêmero, de tudo o que é ilusório.



O que vocês arriscam?

Apenas se ali se opõe o que é nomeado o medo, não os seus, mas aqueles de toda a humanidade, de todos os Irmãos e Irmãs que lutam para encontrar o amor, para encontrar o que comer, para manter uma família.



A Doação da graça os faz penetrar em espaços sem luta, nos quais a única palavra que pode ser empregada é evidência, que vem – como uma providência renovada a cada sopro – instalá-los em sua Natureza.



A Onda de Vida, essa Doação da graça, vivida e observada como que se propagando nesse corpo, a um dado momento, vocês a integrarão, vocês se tornarão isso, porque vocês São apenas isso.

E, então, a partir desse instante, nada mais poderá ser, jamais, como antes.



Vocês se reconhecerão uns aos outros, e vocês reconhecerão todo Irmão e toda Irmã – que, mesmo, opõem-se a vocês – no mesmo Amor, na mesma Doação da graça.

Nada há a fazer.



A Terra, Liberada, canta seu Canto.

O Céu deu o impulso.

Vocês, e nós todos, Filhos do Céu e da Terra, nessa carne, nós trabalhamos.

É tempo, agora, de tocar, de algum modo, seu salário de Eternidade, sua Ressurreição.



Vocês não estão sonhando.

Qual dúvida poderia existir, quando a Onda de Vida instala-se em vocês?

Tomando-os e conduzindo-os, não longe desse corpo e longe dessa pessoa, mas vindo, de maneira definitiva, irremediável, abri-los ao Amor, inteiramente.

Não o amor tal como vocês podem concebê-lo, limitado, nessa pessoa, mas nesse Amor que todo ser humano, qualquer que seja, busca, indefinidamente, mesmo na expressão a mais oposta a esse Amor.

Não julguem.

Quer vocês já vivam isso ou quer nada vivam, não julguem ninguém, nem qualquer circunstância, porque o julgamento é a própria essência da divisão, porque o julgamento está ao oposto do Amor e afasta, de vocês, o Amor.



Nenhum julgamento deve haver, nem sobre vocês, nem sobre ninguém.

Coloquem-se nesse partilhar da Doação da graça, aqui mesmo.

Apoiem-se em seus Irmãos e suas Irmãs que o vivem, porque eles se tornaram a Doação total da Vida.

E não pode ser de outro modo, porque a Onda de Vida não pode ser parada, nem dirigida, nem mesmo freada.



Quando a seiva sobe, ela não pode mais voltar a descer, ela pode apenas Irradiar, no mesmo Amor, toda consciência, toda a Vida.

Então, reguem-se nisso.

Não há ninguém a seguir.

Há apenas a aproveitar, a nutrir-se desse partilhar, dessa Doação.



A seiva da Terra atingirá seu máximo – a cada dia ainda mais elevado e intenso – a partir de 2 de abril.

Nós convidamos, e nós lhes pedimos para convidar o conjunto da Terra a partilhar, não através da expressão de qualquer vontade, mas, efetivamente, nessa doação de si mesmo à Doação da graça.

Isso é natural, isso não demanda de vocês qualquer esforço nem qualquer vontade: simplesmente, deixar Ser, deixar fazer.



Virá um momento – se já não é o caso – em que vocês se fundirão nessa última Verdade, esse Absoluto.

Aí, tudo o que, alguns minutos antes, parecia-lhes sofrimento e separação, desaparecerá, porque seu olhar sobre o que lhes parecia separado não poderá mais existir, não poderá mais manter-se.



Do mesmo modo, como algumas experiências que lhes foram narradas, vocês podem observar uma paisagem, qualquer que seja, ou um ser amado, com um olhar exterior: mesmo se esse olhar exterior seja repleto de compaixão e de amor, ele continua e permanece exterior.

A Doação da graça os faz fusionar, inteiramente, com o que vocês observam, dando-lhes, pelos princípios nomeados Deslocalização, a não mais ser apenas uma pessoa, apenas essa vida, apenas esses prazeres e esses sofrimentos, mas a tornar-se o Absoluto.



É claro, o mental vai tentar, de algum modo – e é seu papel – dizer-lhes que vocês não são dignos, que isso não existe, uma vez que vocês não o vivem ou que isso é, ainda, uma etapa, ainda, uma ilusão.

Não escutem o que pode dizer-lhes o que quer que seja.

Escutem, simplesmente, o Canto da vida e do Êxtase que sobe em vocês, nesse Templo.



Quero dizer-lhes: tenham confiança.

Como vocês podem ter medo?

Como vocês podem duvidar?

Isso está, é claro, presente em toda pessoa, mas, a partir do instante ou do momento em que vocês forem, literalmente, regados pela Onda de Vida, nada mais poderá ser como antes, e, no entanto, vocês nada perdem, vocês podem apenas ganhar sua Eternidade, essa felicidade infinita de quem vocês São, além mesmo dessa pessoa, além mesmo de toda a vida aqui embaixo,



Vocês não serão mais, jamais, separados, nunca mais divididos, nunca mais fragmentados.

Nunca mais vocês poderão abrigar a mínima dúvida.

Vocês serão, então, a exata Verdade de quem vocês São.

E isso é para todos, para cada um.

Quer vocês o vivam agora ou quer vocês o vivam mais tarde, lembrem-se de que isso é para todos.



Vocês São essa Eternidade.

É claro, o ego não pode concebê-la, isso lhes foi exprimido, de maneira bem mais completa que a minha.

Em definitivo, o que vocês querem?

E, em definitivo, quem são vocês?



Não se atenham a nada.

Estejam Presentes.

Escutem e percebam, se querem, e observem a Onda de Vida, mas lembrem-se de que vocês nada podem fazer.

Deixem-na subir, deixem-na Ser, porque é o que vocês São.

Vocês, estritamente, nada mais são do que esse Êxtase permanente, essa capacidade para viver com cada coisa, com cada ser, na mesma Comunhão, no mesmo partilhar da Doação da graça.



Nenhuma separação poderá ter-se sobre esta Terra porque, a cada dia, vocês são mais numerosos a viver essa Unidade e essa graça.

Porque esse movimento, se é que se possa nomear assim a Onda da graça, é infinito: nenhuma Criação teria podido ser mantida sem a Presença dela.

Não julguem.

Deixem, simplesmente, ser.

Não se ocupem de nada mais.



Sigam seu caminho, continuem a trabalhar no que a Vida assinala-lhes para prosseguir ou para parar ou para transformar, mas não se ocupem de nada mais.



A seiva sobe, o que quer que possam pensar as folhas a vir, o que quer que possam pensar os ramos que ainda não nasceram.

A Onda da graça é, ela também, Inteligente e Inteligência.

Ela vem, de algum modo, dar os ajustes finais e reajustar, totalmente, o que deve sê-lo.



Viver o Êxtase, instalar-se no Êxtase, lembrem-se, é sua Natureza.

Nada mais pode ter-se diante dessa evidência.

Cada minuto será, então, ação de graça, estado de providência, estado em que vocês São Tudo, totalmente.



Minhas palavras, como de cada interveniente, não são mais, unicamente, uma energia ou uma Consciência que desce a vocês, uma Consciência exterior.

Essa Consciência é você mesmo, nós o dissemos.

Apenas o olhar separado da pessoa, nessa humanidade, fez dela exterior, ali colocou uma distância, uma compartimentação.

Isso termina.



«Nós somos Um» não é um dogma, não é uma adesão, mas, realmente, uma vivência.

A partir do instante em que a Onda da graça surge em vocês, a partir do instante em que ela sobe, a partir do instante em que os últimos medos da humanidade são transcendidos, vocês se tornam a Transcendência, vocês se tornam a beleza.

E constatam que é o que vocês sempre foram, que isso sempre esteve aí, e que é apenas o jogo da pessoa de ter-se, aparentemente, afastado.



Vocês são o Amor, vocês são o Êxtase, vocês são esse Casamento com toda Consciência.

Não sejam mais separados.

Não sejam mais divididos.

Sejam, realmente, a beleza, e vocês verão que, sem o querer, sem o desejar, sem o impor, tudo mudará.

Essa mudança, que não é uma, é, de fato, uma real transcendência, que os faz passar – como disseram os Anciões –do limitado ao Ilimitado, do relativo ao Absoluto, da transformação à Transcendência.

Vocês serão o Tudo, vocês o São.

Isso jamais cessou, isso jamais pôde ser retirado ou tirado.



A cada dia, a Onda da graça vai terminar de desvendar, de revelar o que a Luz Vibral empreendeu.

Fundamentalmente, a Doação da graça e a Luz Vibral – uma que desce e a outra que sobe – vão unir-se, dando-lhes esse Final, esse Absoluto, no qual apenas podem existir respostas, apenas soluções.

O resto da vida desenrolar-se-á, é claro, como deve desenrolar-se, até o momento em que a Terra tiver escolhido.



Mas vocês sabem que ela o escolheu, os sinais são inumeráveis (eu falo de seus sinais Interiores).

Quer a evidência da Onda da graça esteja aí ou quer ela esteja, simplesmente, em suas primícias, a Leveza e a beleza estendem-lhes os braços.



Como os Anciões disseram, não há mais ensinamento, há apenas a Ser o que vocês São.

Há apenas a pacificar o que não está pacificado em vocês, não numa cólera (mesmo a mais justa), não numa negação (de quem quer que seja ou do que quer que seja).

Façam a Paz consigo mesmos.

Façam a Paz com o mundo inteiro, porque vocês são a Paz.

E, enquanto essa Paz, esse Silêncio não está aí, a resistência dá a vocês a impressão e a Ilusão de que vocês não são dignos ou de que não estão prontos.

Isso será, sempre, o jogo da pessoa, e nada mais.



Façam a Paz consigo mesmos.

Façam o que é bom para vocês, para encontrar essa Paz, quer isso seja – como o disseram algumas de minhas Irmãs – ir à natureza (ndr: ver, notadamente, a intervenção de SNOW, de 17 de março último), andar no orvalho da manhã, mudar, na pessoa, o que lhes pareça importante.

Mas não façam disso uma finalidade, porque a finalidade não é essa.



Vocês são a Doação da graça.

Vocês são o partilhar da graça.

Vocês são essa União mística com seu Duplo, com o CRISTO, com a natureza, com cada Irmão, cada Irmã, quebrando, assim, as relutâncias e os medos da pessoa que ali colocava, até o presente, seus próprios limites, suas próprias barreiras, seus próprios sofrimentos, seus próprios engramas.

Não se ocupem disso, mas façam a Paz.



E vocês verão (porque viverão, inteiramente, a Onda da graça): vocês se tornarão o que é vivido, porque vocês São apenas isso.



Não há, em minhas palavras, promessa, não há esperança, há apenas a evidência porque, de algum modo, como lhes explicará outro Ser, em breve, isso é lógico, bem mais lógico do que o sofrimento, bem mais lógico do que a lei de carma de ação/reação, bem mais lógico do que as leis físicas desse mundo.



Façam a Paz.

Não julguem mais quem quer que seja ou o que quer que seja.

Não projetem amor, porque vocês São o Amor.

Não imaginem essa Onda de Vida, porque ela é inimaginável.

Deixem-se Ser, além do Abandono à Luz, além do Abandono do próprio Si.



Sejam Simples.

Sejam Humildes.

Sejam o menor sobre esta Terra.

Não na negação ou na denegação de si mesmos, mas, efetivamente, nessa Humildade sincera, porque, quando o relativo da pessoa faz-se muito pequeno, então, o Tudo e o Absoluto podem apenas estar presentes (conscientizados, de algum modo, num primeiro tempo), a fim de que vocês se tornem, inteiramente, esse Absoluto, num relativo, nesse corpo, em qualquer outro corpo.



Nessa União mística, nesse Casamento místico (com cada Ser, cada Consciência, com o Sol, no Sol, com seu próprio corpo, nesse corpo, com todo ser humano), vocês não poderão mais, jamais, erigir um muro, vocês não poderão mais, jamais, desviar-se de qualquer Irmão ou de qualquer Irmã que seja, porque vocês são a mesma Onda, porque vocês são a mesma graça, porque é a mesma Luz que veio a vocês.

Porque são as mesmas respostas que intervieram em suas Estrelas da cabeça, em suas Portas, em suas Lâmpadas, nessas Lareiras que se abriram e nesse Fogo que se revelou.



E, mesmo se vocês nada tenham vivido de tudo isso, vocês estão ainda mais próximos da Verdade, do Absoluto.

Esqueçam-se de tudo o que aprenderam.

Esqueçam-se de tudo o que memorizaram.

Esqueçam-se de todo sofrimento.

Porque vocês não São isso: tudo isso é extremamente efêmero e não pode ir além do tempo dessa vida, que é sua, entre o nascimento e a morte.



Mas vocês não São nem quem nasceu, nem quem morre.

E a Onda de Vida, a Doação da graça vem Cantar-lhes, porque vocês são o Canto da Vida, porque são o Canto da graça.

E é lógico, perfeitamente lógico.

Esse tempo específico da Terra faz apenas remetê-los à Eternidade e à Ilusão de todo tempo.



O que vocês querem arriscar?

O que vocês podem perder?

O que podem ganhar, mesmo?

Não se coloquem mais questão.

A Humildade é isso.

A Simplicidade é, também, aceitar a evidência do Amor, a evidência de KI-RIS-TI, a evidência de cada Irmão, de cada Irmã, sejam amados ou detestados, ainda, pela pessoa.



Vocês nada mais têm a vencer além de suas incertezas.

Não há resistência que possa ter-se quando a seiva sobe.

Vocês São essa Eternidade.

Comunguem a si mesmo, Comunguem à Doação da graça e partilhem, para além de toda carne, de toda posse e de toda relação.



Poder-se-ia, mesmo, dizer que não há mais próximo de vocês do que aquele que vocês rejeitaram, por uma razão ou por outra, que lhes é própria.



É claro, para aqueles que observam, a Onda de Vida segue certo circuito, certa lógica.

Mas, a um dado momento, vocês não terão mais necessidade de nutrir a necessidade de percepção, a necessidade de observação.

Naquele momento, vocês estarão prontos para comungar.

E isso é agora.



Atenham-se apenas a vocês e a vocês sozinhos.

Enquanto existe a dúvida, a incerteza, é apenas o ego que pode exprimir-se, a própria pessoa e absolutamente nada mais.

Porque, de algum modo, o ego estará, sempre, apegado à própria vivência, aos próprios sofrimentos, como às próprias alegrias, o que quer que ele diga, o que quer que ele faça para desembaraçar-se disso.



Vocês são a graça.

Vocês são Absoluto.

Vocês são beleza.

Que pode ser mais?

O tempo da Terra chegou.

O que acontece em vocês acontece sobre a Terra.

O que não acontece, ainda, em vocês, acontecerá sobre a Terra e, portanto, em vocês.

Só o mental vai tentar instilar uma separação, uma dúvida, porque o mental será, sempre, fragmentado e não poderá, jamais, aceder ao Desconhecido.



Vocês são a Onda de graça, além de qualquer identidade a uma pessoa.

É para isso que todas as nossas palavras, doravante, chamarão vocês.

Para esse Final, para esse Absoluto, portador de toda evidência.

Do mesmo modo que a Luz chamou-os (em alguns momentos), a Onda de Vida chamá-los-á, a cada momento, a cada sopro.



Não se desviem da Vida, porque vocês são a Vida.

Porque não há outro Caminho além de Ser a Vida.

Porque não há outra Verdade além de Ser o Amor e esse Êxtase.



A Onda de Vida, vocês se aperceberão que ela é, talvez, mais compreensível (se é que eu posso dizer essa palavra), mais acessível no espaço de suas noites, no espaço de seus sonos, no espaço em que vocês soltaram.

Mas, a partir do instante em que vocês soltaram uma primeira vez, nada mais poderá ser como antes.



Não fiquem perturbados, porque não existe qualquer perturbação na pureza da Onda de Vida, na pureza de quem vocês São.

Não julguem, tampouco.

Mesmo se seu ego pareça reivindicar o que quer que seja, em oposição ou em contradição com a Onda de vida, isso não é grave, porque tudo isso passará, porque tudo isso é efêmero e não pode ser inscrito em qualquer realidade definitiva.



Vocês são Absoluto, nada mais.

Nós somos vocês.

Vocês são nós.

Não há qualquer outra presença, em definitivo, que não a Onda de Vida, essa Doação da graça a partilhar, esse Êxtase a viver, que se torna permanente.



Vocês são a Verdade, não há outra Verdade.

Vão além de tudo o que lhes apareceu, até o presente, como verdadeiro.

Vão além de todo efêmero, vão além de todo limite, além de toda carne (tanto a sua como de qualquer outro).



Amem-se uns aos outros, como Ele os Amou, e não como vocês desejariam amar, na pessoa, no limitado.

Isso não é do Amor, isso era do medo e da dúvida: medo da falta, medo do abandono, medo da perda.

Vocês nada podem perder.

Nada há a perder e nada há a ganhar.



Vocês são Absoluto, vocês são Amor, o Caminho, a Verdade, a Vida.

Bem além de todo jogo, de todo papel, de toda – mesmo – evolução espiritual, vocês São isso.



Então, vivamos um momento de partilhar de graça e – se tenho tempo e se vocês quiserem, em relação ao que eu lhes disse, em relação a esse partilhar – eu os escutarei então.



Mas, primeiramente, vivamos.



... Partilhar da Doação da graça...



E agora, escutemo-nos, escutemos o que temos a dizer-nos, escutemos o que temos a dar-nos, eu os convido.



Questão: a Onda de Vida penetra em nossa personalidade ilusória (nosso ego)?



Sim, é ela que vem pôr à morte e fazê-los ressuscitar.

Vocês são a Ressurreição.

Quando eu digo que vocês se tornam a Onda de Vida, quando vocês se tornam essa permanência, essa imanência, qual ego, qual pessoa poderia resistir?



Vocês são conduzidos à sua Morada de Eternidade, de Verdade e de Beleza.

Não há, mesmo, que se colocar essa questão.

O ego não pode apreender-se, de maneira alguma, da Onda de Vida.

Contudo o ego, até o presente, podia viver a Luz e apropriar-se dela, e viver uma transformação (que vocês viveram, certamente).

Mas a transformação não é a transcendência.

A Onda de Vida é sua natureza principial, a Realidade Final, e não se embaraça com o que é limitado, o que é efêmero, o que é julgamento, negação, dúvida ou Ilusão.



A Onda de Vida está por toda a parte, absolutamente por toda a parte.

Nada pode escapar ou subtrair-se do que foi Liberado, que lhes aporta a Liberdade e, portanto, a Autonomia, e, portanto, esse desconhecido, que os Libera de todo conhecido e de todo limite.



Vocês são o desconhecido e não o conhecido.

Esse desconhecido que se revela, essa seiva que sobe, subirá tanto mais que todo conhecido apaga-se.

Não desdenhando ou pondo fim ao que quer que seja, mas, efetivamente, como um convite para essa Vida nova que É, de toda a Eternidade.



Não existe pessoa alguma para ter-se ou deter a Onda de Vida.

Vocês não podem deter o que vocês São, em Verdade, nem ter o que vocês São.

Vocês podem apenas ser a Doação, total, incondicional e incondicionada.



Questão: utilizar ímãs sobre o corpo físico faz barragem à Onda de Vida?



Cara Irmã, o que pode existir que possa fazer barragem à Vida?

Que pode existir, na superfície desse mundo, que possa resistir à Onda de Vida, mesmo em sua negação, mesmo na violência a mais excepcional que o ser humano seja capaz de infligir, ou infligir-se?

Ela mesma não pode mais ter-se e não poderá mais ter-se.

Vocês o verão, aqui mesmo, se já não foi feito.



A única barragem a você mesmo é você mesmo, em ressonância com suas dúvidas, com a pessoa, com o medo.

Como a Vida poderia ter qualquer pecado, qualquer julgamento, se não é no mental e no espírito humano, em seus conhecimentos todos relativos, em suas crenças todas efêmeras?



Lembrem-se: o Absoluto não pode ser conhecido no que é conhecido.

Mas o Absoluto não exclui a pessoa nem a personalidade, mas engloba-as, porque o Absoluto engloba e toma todos os limitados, todos os relativos.

Ninguém pode opor-se e nada pode opor-se à Verdade.



Questão: como as pessoas que não estão nessa diligência vão viver a Onda de Vida, em especial, fisicamente?


Minha Irmã, a Onda de Vida não é diligência alguma, justamente.

A Onda de Vida não será, jamais, uma busca, nem uma espiritualidade, qualquer que seja.

A Onda de Vida é evidência.



Como, mesmo aquele que nega a evidência, pode persistir na negação da evidência?

Isso tem apenas um tempo, isso é apenas efêmero.



Quem pode, em definitivo, recusar o Êxtase, recusar o Absoluto?

Só o ego pode crer isso possível.

Mas o próprio ego é efêmero: ele é inscrito entre um nascimento e uma morte,

Além disso, ele não existe, não há qualquer persistência e qualquer consistência.



A Onda de Vida é a plenitude, a leveza e a densidade do Amor.

Eu repito, absolutamente nada pode opor-se à Ressurreição.

Tudo o que é efêmero deve morrer para a Eternidade, render-se a essa Eternidade, morrer ao que é efêmero, a fim de Viver.



Não há ego que se tenha, não há pessoa que se tenha, não há mundo que se tenha ou que possa resistir à Onda de Vida.



Questão: como estabilizar essa experiência de maneira permanente?


Nada há a fazer, aí tampouco: apenas dar-se, totalmente.

Casado consigo mesmo.



A Onda instala-se uma vez que nasceu, para cada um, de acordo com seu próprio ritmo.

Nada há para tentar favorecer.



Cultivem a Paz.

Cultivem a Humildade, a Simplicidade.

Nada sejam, estritamente nada de suas crenças, nada de suas ilusões, nada de suas posses, nada de seus amores terrestres, nada de vocês mesmos.



Vocês não podem controlar o que vocês São.

Vocês não podem dominar o que vocês São.



Não temos mais perguntas, agradecemos.



Irmãs e Irmãos na humanidade, eu rendo graças, ainda uma vez, no partilhar da Doação da graça e no Manto Azul, à nossa Comunhão.



Eu lhes digo, então, até breve, e instalemo-nos, o tempo de algumas respirações, nessa Eternidade.



... Partilhar da Doação da graça...



Até logo.

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Tradução: Célia G.


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