Vem,
Te direi em segredo
Aonde leva esta dança.

Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.

Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.

Jalal al-Din Husain Rumi - Poema Sufi

Faltam-te pés para viajar?

Viaja dentro de ti mesmo,

E reflete, como a mina de rubis,

Os raios de sol para fora de ti.

A viagem conduzirá a teu ser,

transmutará teu pó em ouro puro.

Morgenstern?! Ao final do Blog!


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ANAËL - 15 de outubro de 2012 - AUTRES DIMENSIONS




Eu sou ANAEL, Arcanjo. Bem amadas Crianças da Luz, bem amados Libertadores, que o Amor e a Graça sejam a vossa Morada. Eu venho até vós a fim de responder aos vossos questionamentos e interrogações relativamente ao que vocês vivem e ao período que vocês vivem sobre esta Terra. Assim, portanto, eu vos escuto.

Questão: A necessidade de deixar este efêmero é um desejo da personalidade ou uma realidade?
Bem amado, eu te remeto, para isso, ao que foi expressado, há alguns anos, e relativamente à tensão para o Abandono, pela Estrela HILDEGARDE DE BINGEN (ndr: sua intervenção de 25 outubro 2010, na seção «ESSENCIAIS»).

Com efeito, é preciso que essa vontade, esse desejo (ou a expressão de uma impaciência, qualquer que ela seja), relativamente ao efêmero desse corpo, não seja, de algum modo, uma fuga mas antes essa tensão para o Abandono. Tudo é possível. Especialmente porque as ligações, em relação ao efêmero, como vocês o sabem, se relaxam, para muitos de vocês.

As vossas experiências, os vossos estados, as vossas capacidades de viver certas alterações da consciência ordinária (vulgar), proporcionam como que uma forma de desapego (e não outra coisa) do que é efêmero, a favor da eternidade. Contudo, viver esta necessidade, esta tensão, este desejo, se encontrará confrontado, inevitavelmente, com a realidade da saída do efêmero. Só então tu poderás, de qualquer forma, avaliar se isso era, para ti, uma fuga ou uma realidade.

Eu diria, para resumir, que isso é diferente para cada um de vocês mas que existe uma proporção relativa dessas duas coisas, em cada um de vós. Cabe a vocês determinarem o conteúdo e a parte relativa. Mas lembrem-se que a Ascensão se joga Aqui e Agora. Este Aqui e Agora vos faz descobrir a Verdade Absoluta e vos afasta, portanto, da verdade relativa. Mas, para isso, é preciso que isso seja um mecanismo natural e não um mecanismo visando vos fazer evitar as problemáticas ou então viver o que eu chamaria (e o que vocês poderiam chamar) uma fuga da realidade.

A única solução não está, finalmente, no fato de ver uma necessidade ligada ao ego, ou de ver uma tensão do espírito para este Abandono mas, bem mais, viver o que vocês têm a viver, nesse momento. A Luz, pela sua Inteligência, pelo vosso Abandono do Si, realiza tudo isso, sem nenhum questionamento.

Questão: Por que eu não sinto nenhum medo de evacuar (retirar)?
Considerar que existem medos de evacuar, corresponde, ainda e sempre, a uma visão da própria personalidade. Tu te colocas, portanto, a ti mesmo, como proprietário dos teus próprios medos: tu manténs, por isso, as resistências. Tudo aquilo a que vocês se opõem, se reforça.

É por isso que o termo «Abandono do Si» foi escolhido propositadamente. Da mesma forma que eu tinha, a seu tempo, comentado muito largamente e explicado o Abandono à Luz. O que a vossa personalidade não chegará nunca a apreender é que, a partir do instante em que ela cessar de agir e de interagir com as circunstâncias deste mundo, a Inteligência da Luz, a Vontade da Luz, a Primazia da Luz, vai guiar a vossa vida, sob a influência da Graça, da Providência e de um estado onde nada pode interferir com a Luz.

A interferência com a Luz virá, sempre, de vocês e somente de vocês. Eu não falo, evidentemente, de considerações coletivas, ligadas ao sistema de controle do mental humano, mas do vosso sistema pessoal de medo. Enquanto vocês tiverem a impressão que é preciso reagirem ou lutar contra qualquer coisa, vocês não podem viver o Absoluto.

O princípio da ação/reação (quaisquer que sejam a expressão e a manifestação) será sempre o reflexo da dualidade e dos mecanismos da dualidade, em ação. Assim, portanto, ver os seus próprios medos é uma coisa. Querer lutar contra os seus medos é uma outra coisa. Porque o que luta será sempre a personalidade que está sempre sujeita ao princípio da dualidade, da ação/reação, do carma, da doença ou da saúde. Isso não se refere, em nada, ao que tu És.

O primeiro passo é, portanto, ver claramente esses obstáculos e compreender que tu não És esses obstáculos; e que nada do que tu És pode ser alterado por esses obstáculos, de maneira nenhuma. A ultrapassagem ou a transcendência do medo não se pode fazer por uma reação.

É bastante lógico querer apagar ou transcender tal medo, ou tal outro medo, mas isso será sempre a ação da dualidade, do efêmero e da personalidade. Colocar-se, resolutamente, diferentemente, no seio do Absoluto, faz desaparecer instantaneamente todo o medo. Mas, para isso, é preciso passar pelo medo primordial do seu próprio desaparecimento. Mas isso não se faz lutando, isso não se faz resistindo: isso se faz se Abandonando.

Enquanto vocês creem conduzir uma pessoa, uma vida, a Luz não vos pode conduzir. Os medos se manifestam, na consciência, mesmo pela ação da Onda da Vida. Se a Onda da Vida nasceu, ela encontra o bloqueio existente ao nível dos dois primeiros centros de energia (ndr: 1º e 2º chacras) e então, nesse momento, os medos inerentes à pessoa se manifestarão.

O medo resulta, portanto, da libertação da Onda da Vida e da sua subida ao longo das vossas estruturas. Não há face a face com os seus próprios medos, de maneira fundamental, enquanto a Onda da Vida não tiver encontrado a consciência, eu diria, dos dois primeiros centros de energia do corpo.

Questão: É normal sentir-se em Paz e viver, apesar de tudo, momentos de cólera?
Isso não é, nem normal, nem anormal. Isso corresponde ao teu posicionamento «a cavalo», eu diria, entre um estado e um outro. Eu vos lembro que a estabilização, ou o estabelecimento, no seio de uma consciência, ou de uma não-consciência chamado a-consciência, não se pode fazer senão quando há Abandono do Si.

Enquanto o Abandono do Si não for inteiramente vivido (justamente pelo despertar da Onda da Vida, atravessando os dois primeiros centros energéticos, ou pela deposição completa do Manto Azul da Graça sobre os vossos ombros), vocês estão sujeitos a estas oscilações e a estas flutuações.

Só aquele que é Absoluto passa, sem nenhuma problemática, de um estado a um outro estado, sem nenhuma dificuldade, sem nenhuma alteração do que ele É.

Questão: Poderia desenvolver sobre o Som do Absoluto?
O Som do Absoluto corresponde, simplesmente, ao momento em que o Antakarana está inteiramente revestido de partículas Adamantinas, realizando, não somente, o Canal Mariano individual, mas, sobretudo, a conexão ao Canal Mariano coletivo. É nesse momento que pode existir o que é denominado «Som do Absoluto».

Questão: O som agudo (estridente) percebido em ambos ouvidos pára quando nos tornamos Absoluto?
Não. O Absoluto não tem o que fazer com esses sons. Os sons traduzem a elevação Vibratória, em relação com o Nada (Canto da alma), traduzido pelo Antakarana (ou Corda Celeste) e o Canal Mariano. O fato de ser Absoluto com forma não liberta esta forma dos sons ligados ao Estado de Ser.

Questão: Estes sons podem ser provocados por um acidente?
Não é, Bem Amado, o mesmo tipo de som. Da mesma forma que existem alterações do ouvido, do cérebro, ou vasculares (traduzindo-se na aparição de sons patológicos), o Som nunca está isolado no âmbito Vibratório: ele é acompanhado, certamente, pela percepção (no mínimo) da Coroa Radiante da cabeça.

Não pode causar confusão com um som isolado, ligado a uma patologia. Qualquer que seja o acontecimento, aparentemente causal, se este som for acompanhado das flutuações habituais (variações nos diferentes ciclos da Terra, e do dia, e da noite, e do mês), se ele for acompanhado da percepção clara da Coroa Radiante da cabeça, qualquer que seja o acidente que pareça inicial ou causal, ele está ligado à abertura Vibratória.

Se não existir nenhuma destas percepções Vibrais, ligadas à Coroa Radiante da cabeça, nem uma das manifestações que vos é conhecida, então, este som não tem nada a ver com o Som da alma. A diferença é muito simples de fazer, entre um som dito patológico e um Som ligado a uma Abertura.

Os sinais de acompanhamento estão extremamente presentes num Som ligado à Abertura, o que não é o caso num som ligado a um acidente ou a uma patologia.

Questão: Pode-se chamar os Arcanjos em qualquer momento?
Bem Amado, isso foi dito: o Alinhamento coletivo, que vocês vivem ou realizam, pode também acompanhar-se de toda a forma de Alinhamento: no momento em que a Luz vos chama, ou no momento em que vocês mesmos a chamam, com qualquer Entidade de Luz que seja. Simplesmente, durante o Alinhamento coletivo, foi-vos pedido para chamar, mais especificamente, MARIA e MIGUEL.

Questão: Qual é o seu papel específico na Ascensão?
Bem Amado, isso remete-nos para uma apresentação, muito antiga, que começou, pela minha parte, antes das Núpcias Celestes e, portanto, antes do Conclave Arcangélico (ndr: sua intervenção de 8 julho 2009).

O lugar de cada Arcanjo (resumindo e simplificando) é uma Vibração particular que está presente no que vocês São, porque nós Estamos em vocês, da mesma forma que vocês Estão em nós, mas vocês esqueceram-no.

A colocação em ressonância da minha Radiância, e da minha Vibração, trabalha sobre o Coração Ascensional, trabalha (mais especificamente, durante este período) sobre o que é a minha função de Arcanjo da Relação e do Amor. Eu permito, portanto, pela minha Presença em vocês, facilitar a implementação do Coração Ascensional, neste período.

Da mesma forma que eu fui o Embaixador do Conclave Arcangélico, enquanto Arcanjo da Relação, cada Arcanjo Vibra, em vocês, numa tonalidade precisa, correspondendo a um dos chacras, mas também a uma das Portas e a uma das Estrelas, assim como aos Novos Corpos.

Eu convido-te, para isso (para não ir muito longe na minha resposta), a ler o que foi escrito sobre o princípio de conexão com os Arcanjos (ndr: ver a seção «Protocolos a praticar/ Os Selos dos 7 Arcanjos Maiores»).

Questão: Sentir o efeito da Onda da Vida difundir-se no corpo, como um prazer, revela um bloqueio desta Onda ao nível do primeiro chacra, ou da sua estabilização?
Nem um, nem outro: a Onda da Vida não tem de ser estabilizada, a esse nível. O prazer (o Êxtase) corresponde, efetivamente, ao encontro entre a Onda da Vida e, sobretudo, o primeiro chacra, dando percepções em tudo semelhantes a um êxtase ou a um prazer.

Mas lembra-te que a Onda da Vida não tem que permanecer aí. Segundo as pessoas, esta vai permanecer, aqui, mais ou menos tempo. Hoje, aqueles que viveram a Onda da Vida nos primeiros tempos da Libertação da Terra, não param mais neste Êxtase, porque a Onda da Vida saiu e fusionou-se (fundiu-se) com o Coração, com o Bindu, e realizou, no seio do Canal Mariano (e por intermédio das ligações existentes entre as Estrelas Cardinais da cabeça e os Pilares do Coração), a descida da Merkabah interdimensional pessoal no Coração.

Assim, portanto, a Onda da Vida, passando pelo Êxtase do primeiro chacra, é uma etapa, mas não uma finalidade. Isso não traduz, nem um bloqueio, nem uma estabilização, mas uma etapa.

Nós não temos mais perguntas, Nós lhe agradecemos.

Bem Amadas Sementes Estelares, Bem Amadas Crianças da Luz, Bem Amados Libertadores, eu vos peço que amavelmente aceitem a minha Bênção, as minhas saudações e eu vos digo: até uma próxima vez.

… Partilhamento do Dom da Graça …

Até breve.


Mensagem de ANAËL no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1644
15 de outubro de 2012
(Publicado em 16 de outubro de 2012)
Tradução para o português: Cris Marques e António Teixeira
http://minhamestria.blogspot.com/

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